
Batalhão de Caçadores 5017/74
HISTÓRIA da UNIDADE
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MOBILIZAÇÃO, COMPOSIÇÃO E DESLOCAMENTO PARA A R.M.A.
MOBILIZAÇÃO
A nota circular nº. 4245/PM de 13/Dez73, da 1ª. REP/EME, mandou organizar o Comando do B. Caç. 5017/74 e respectivas Companhias, C.C.S., 1ª., 2ª. e 3ª., tendo como Unidade Organizadora o B. Caç. 10 em Chaves, com base no pessoal do 1º. Turno da ER de 1974.
A I. E. foi antecedida da EPQ, que decorreu de 25 de Março a 06 de Abril de 1974, tendo-se aquela iniciado em 18 de Abril de 1974.
A mesma nota circular determina a mobilização do Comando do B. Caç. 5017/74, das suas Companhias, destinadas a render o B. Caç. 3880 e C. Caç. 3535, C. Caç. 3536 e C. Caç. 3537, em serviço, na RMA.
O mesmo documento fixa mais os seguintes dados:
- Unidade Organizadora - B.C.10
- Situação do pessoal - Todo o pessoal se destina a reforço da RMA.
- Organização da Unidade - 11 de Junho a 22 de Junho de 1974
- Licença das NNAPU - 24 de Junho a 02 de Julho de 1974
-Prontidão de embarque - 08 de Julho de 1974
No dia imediato ao final da I.E., 09 de Junho de 1974, todo o pessoal, nomeado para fazer parte do Batalhão e que se encontrava em instrução, no B.C.10, em Chaves, marchou, nos termos da nota nº. 57069 de 05 de Junho de 1974, da DSP/ME, para o B.C.9, em Viana do Castelo, onde , em 11 de Junho de 1974, se deu início à Organização da Unidade. De 24 de Junho a 02 de Julho de 1974, gozou o pessoal a licença das Normas, após o que , não havendo indicações sobre a data de embarque, se preparou para realizar, na Metrópole, a I. O. cuja 1ª. parte teve, início, em 08 de Julho de 1974, na Serra de Santa Luzia, na região de Viana do Castelo, tendo a Unidade, dependido, para efeitos de instrução, do B.C.9.
Em 26 de Julho de 1974, o Exmº. Brigadeiro Manuel Carlos Pereira Alves Passos de Esmoriz, Comandante da RMP, inspeccionou o Batalhão.
Do programa da inspecção constou uma formatura geral da Unidade sob o Comando do 2º. Comandante, a que o Exmº. Brigadeiro passou revista, após o que falou a todo o pessoal em formatura. Seguiu-se o desfile das tropas com prestação de continência àquela entidade que no final reuniu Oficiais e Sargentos.
Em 27 de Julho de 1974, concluiu-se a I. O. - 1ª. parte, tendo-se iniciado a 2ª. parte em 29 de Julho de 1974 que terminou, para cada uma das sub-unidades na véspera do respectivo embarque.
O nível de instrução atingido pode considerar-se, dentro dos condicionamentos que existiam, bastante satisfatórios o que foi confirmado pela inspecção.
Em 02 de Agosto de 1974, teve lugar, no Quartel da Barra, em Viana do Castelo, a cerimónia da despedida e entrega do guião ao batalhão e as flâmulas às Companhias.
A cerimónia a que presidiu o Exmº. Coronel de Artª. Napoleão Pita Meira de Amorim, em representação do Exmº. Brigadeiro Comandante da RMP contou de:
- Missa na capela do Castelo de S. Tiago da Barra.
- Formatura geral da Unidade e de uma Companhia ( - ) do B.C.9 com fanfarra.
- Bênção do Guião.
- Desfile das forças em parada com prestação de continência à entidade que presidiu à cerimónia.
Pronunciou uma alocução o Exmº. Coronel Amorim, tendo o 2º. Comandante, Major Malcata, agradecido.
No final foram oferecidos guiões miniaturas às entidades presentes, entre elas o Comandante e 2º. Comandante do B.C.9.
COMPOSIÇÃO
A nota circular nº. 4245/PM de 13 de Dezembro de 1973, da 1ª. REP/EME, fixava que as C.Caç. embarcariam, na Metrópole, cada uma delas com falta de 7 Cabos e 34 Soldados de atiradores e que o seu completamento se verificaria depois do desembarque em Angola, recebendo o grupo de mesclagem.
A maioria do pessoal era natural das regiões da Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes, embora houvesse elementos das restantes Províncias e alguns naturais do Ultramar.
A constituição do Comando e Sub-Unidades era a seguinte:
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- C.C.S. 01 - Tenente Coronel 01 - Major 02 - Capitães 02 - Tenentes 05 - Alferes Milicianos 03 - 1ºs. Sargentos 15 - Furriéis Milicianos 43 - 1ºs. Cabos 61 - Soldados
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- 1ª. Companhia 01 - Capitão 03 - Alferes Milicianos 01 - 1º. Sargento 16 - Furriéis Milicianos 31 - 1ºs. Cabos 66 - Soldados
| - 2ª. Companhia 01 - Capitão Miliciano 04 - Alferes Milicianos 01 - 1º. Sargento 16 - Furriéis Milicianos 30 - 1ºs. Cabos 71 - Soldados
| - 3ª. Companhia 01 - Capitão Miliciano 04 - Alferes Milicianos 01 - 1º. Sargento 15 - Furriéis Milicianos 30 - 1ºs. Cabos 70 - Soldados
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COMPLETAMENTOS e RECOMPLETAMENTOS
COMPLETAMENTOS
C.C.S.
Em 18 de Agostode1974, apresentou-se nesta Unidade, 1 - Alferes Miliciano Médico do H.M.L. ( Hospital Militar de Luanda )
Companhias de Caçadores
Após a chegada à R.M.A., as Companhias de Caçadores, nos termos da nota nº. 6084/1 de 02 de Agosto de 1974 da 1ª. REP/QG/RMA, receberam constituídos por praças do R. I. 22 ( Recrutamento do Estado de Angola )
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DESLOCAMENTO para a RMA
A ordem de transporte de nº. 24/74 de16 de Julho de 1974da Repartição de Transportes da Direcção do Serviço de Transportes, comunica que estava planeado o transporte do Batalhão para a RMA, por via aérea, nas seguintes datas:
- Comando e C.C.S. 06 de Agosto de 1974
- 1ª. C. Caçadores 06 de Agosto de 1974
- 2ª. C. Caçadores 06 de Agosto de 1974
- 3ª. C. Caçadores 06 de Agosto de 1974
A mensagem nº. 306.785 Pº. 05.04.01 do DGA, informava que o Cmdt. e Of. Op. Inf. do Batalhão embarcavam, para Angola, em 01 de Agosto de 1974.
No entanto, posteriores determinações vieram alterar as datas atrás fixadas que foram, efectivamente as seguintes:
- C.C.S. 05 de Agosto de 1974
- 1ª. C. Caçadores 06 de Agosto de 1974
- 2ª. C. caçadores 14 de Agosto de 1974
- 3ª. C. caçadores 17 de Agosto de 1974
O Cmdt e Of. Op. Inf. acompanharam a 1ª. C. Caç. e o 2º. Cmdt a 3ª. C. Caç.. As Companhias saíram de Viana do Castelo para Lisboa, às 07,00h do próprio dia do embarque e chegaram a Luanda no dia seguinte, ficando instaladas no Campo Militar do Grafanil.
Em 07 de Agosto de 1974, dia do desembarque, o Of. Op. Inf. seguiu, para ZEMBA, sede do sub-sector Z.B.A. que o Batalhão iria ocupar, para iniciar a sobreposição com o Of. Op. Inf. do Batalhão rendido.
O Comandante iniciou, nesse mesmo dia, contactos de trabalho, orientados pelas diversas Repartições, sobre os assuntos de interesse relativos à missão do batalhão.
No dia imediato ao do desembarque, também os Comandantes de Companhia e alguns subalternos iniciaram contactos junto das Repartições e Chefias dos serviços de acordo com os planeamentos elaborados pelo QG/RMA.
Em 10 de Agosto de 1974, o Cmdt do Batalhão, seguiu, por via aérea, para Stª. Eulália, sede da AM1, onde após contactos com Comandante e Estado Maior, continuou a deslocação para ZEMBA, onde chegou no mesmo dia, tendo iniciado o contacto com o Comando do B. Cav. 8322, que ía ser rendido no sub-sector.
Em 11 de Agosto de 1974, a C.C.S. e 1ª. C. Caç. deslocaram-se em colunas auto ( viaturas civis de Luanda ), do Campo Militar do Grafanil, para ZEMBA e MUCONDO, respectivamente onde ficaram sediadas. A coluna chegou a MUCONDO, às 16,00h e a ZEMBA, às 20,00h.
Em 20 de Agosto de 1974, a 2ª. C. Caç. saiu do campo Militar do Grafanil, em coluna auto ( viaturas civis ) com destino a CAMBARA, onde ficou instalada, chegando às 22,00h do mesmo dia.
Em 22 de Agosto de 1974, a 3ª. C. Caç. iniciou a deslocação do Grafanil, também em coluna auto, para o local onde se encontrava a sede do batalhão - ZEMBA - onde ficou instalada. Chegou às 19,30h.
COMPLETAMENTOS 12/Nov74 a 11/Mar/75
C.C.S. 01 - 1º. Sargento, QSSGE, vindo da Metrópole em 08/Mar/75.
1ª. C. Caç. 01 - Alferes Miliciano, At. Infª., vindo do R.I.21.
01 - 1º. Cabo, M.A.R., vindo da Metrópole em 19/Jan/75.
3ª. C. Caç. 01 - 1º. Cabo, Aux. Enf., vindo da Metrópole em 20/Nov/74.
02 - Soldados, At. Infª., vindos da Metrópole em 05 e 07/Jan/75.
RECOMPLETAMENTOS
1ª. C. Caç. 01 - Soldado, Aux. Coz., vindo do B. Caç.4911, em 01/Mar/75.
3ª. C. Caç. 01 - 1º. cabo, Coz., vindo da Metrópole, em 12/Fev/75.
ALÉM do Q.O.
C.C.S. 01 - Cap. Capelão, vindo do BART 6323, em 01/Dez/74.
1ª. C. Caç. 01 - 1º. Cabo, Trms. Infª., vindo do B. Caç. 4911, em 01/Mar/75.
No inicio de Fevereiro de 1975, recolheram à sua Unidade, R.I.22, Sá da Bandeira, os grupos de mesclagem nºs. 3,4,5 que integravam as 3ª C. Caç., ficando estas Companhias desfalcadas, cada, em 7 cabos e 34 Soldados atiradores.
COMPLETAMENTOS 12/Mar75 a 30/Set/75
C.C.S. 01 - Soldado, Escrit., vindo do BART.6220, em 10/Abr/75.
01 - 1º. Cabo, Anal. Ág., vindo do BART.6220, em 24/Abr/75.
01 - 1º. Cabo, B. Chapas, vindo do BART.6220, em 24/Abr/75.
01 - Soldado, Básico, vindo da Metrópole, em 14/Mai/75.
RECOMPLETAMENTOS
C.C.S. 01 - Furriel Miliciano, I.O.R., vindo do B. Caç. 13, em 17Abr/75.
1ª. C. Caç. 02 - Soldados, At. Infª., vindo do B. Caç. 4911, em 16/Ago/75.
3ª. C. Caç. 01 - Furriel Miliciano, Aliment., vindo da Metrópole, em 23/Jun/75.
ALÉM do Q.O.
C.C.S. 01 - 1º. Cabo, Sap., vindo do BART.6220, em 24/Abr/75.
01 - Furriel Miliciano, I.O.R., vindo da Metrópole, em 07/Mai/75.
02 - Sargentos, Mec. A.P., vindo do ASMA, em 02/Jun/75.
01 - Soldado, Rád. Teleg., vindo da Metrópole, em 04/Jun/75.
02 - Soldados, Trms. Infª., vindo do Agrup. 6002, em 06 e 21/Jun/75.
01 - Cap. Miliciano, At. Infª., vindo do D.A.A., em 24/Jun/75, Prestou serviço em diligência no COP LAD.
01 - 1ª. Sargento, Art., vindo do GAC-1, em 16/Jul/75.
01 - 1º. Cabo, Radiom., vindo da Metrópole, em 23/Jun/75.
01 - Furriel Miliciano, I.O.R., vindo da Metrópole, em 30/Jul/75.
1ª. C. Caç. 01 - Alferes Miliciano, At. Infª., vinda da Metrópole, em 14/Abr/75.
2ª. C. Caç. 01 - Soldado, Trms. Infª., vindo do B. Caç. 4911, em 16/Ago/75.
ACTIVIDADE da REGIÃO MILITAR de ANGOLA
TERRENO
O Sub-sector "ZBA" (área à responsabilidade do B.Caç.5017/74), compreende parte dos Distritos de Luanda e Uige. Tem a configuração aproximada de um trapézio escaleno. Dentro da organização administrativa, a área abrangente parte da circunscrição de Nambuangongo e a parte da circunscrição de Quitexe.
Os limites do Sub-sector são os seguintes:
A NORTE - Rio Lue - Rio Mumba - picada Quissa - Cóvo até ao Rio Luica.
A ESTE - Rio Luica
A OESTE - Rio Loche (até à picada Quijoão - Cunha & Irmão), até ao Rio Lifune (picada de Stª. Eulália - Quicunzo.
CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS
São sensivelmente as mesmas em todo o Sub-sector, podem considerar-se duas estações ou épocas, a das chuvas, de meados de Outubro a meados de Maio e seca, vulgarmente conhecida por "cacimbo" que vai de meados de Maio a meados de Outubro.
A estação das chuvas é caracterizada por grande humidade.
A estação do cacimbo caracteriza-se pela ausência de chuvas, descida de temperatura, contraste apreciável de temperatura entre o dia e a noite, verificando-se durante esta a existência de um forte cacimbo.
RELEVO e HIDROGRAFIA
O Rio principal da "ZA" é o Rio Luica, afluente do Rio Dange, havendo ainda a destacar os seguintes:
- Rio Lifune
- Rio Suege
- Rio Dange
- Rio Lulumba
- Rios Canzuele e Vuma
- Rio Zungo.
Nenhum dos rios do Sub-sector, com excepção dos mais importantes, constitui obstáculo natural ao movimento quer do IN, quer NT, em deslocamentos apeados, embora o dificultem e limitem.
VEGETAÇÃO
Em toda a "ZA" do Sub-sector com excepção da parte NE, predomina a mata densa, de penetração muito difícil, em especial a Norte e Sul de Zemba e a Oeste de Mucondo, só possível a maior parte das vezes, com auxílio de catanas.
Tanto a mata como o capim, que muitas vezes é mais alto que um homem de pé, dificultam grandemente a acção das NT e ao mesmo tempo favorecem extraordináriamente o inimigo (IN).
Para o IN só a mata lhe permite escolher os locais de refúgio, instalando aí os seus "quartéis" de modo a protegê-los da nossa observação e dando-lhes assim liberdade de movimentos.
NATUREZA do SOLO
O solo é uma maneira geral, argiloso, com manchas características e arenoso, sendo pouco permeável à penetração das águas.
ITINERÁRIOS
Todos os itinerários são de terra batida dificultando muito os deslocamentos na época das chuvas.
AÉRODROMOS e POSTOS de ATERRAGEM
Zemba, Mucondo, Tari e Cambamba dispõem de pistas de aterragem utilizáveis para aviões tipos Do-27 e Auster.
Em Stª.Eulália existe uma pista que permite a aterragem de Nord, Atlas e T6.
AGLOMERADOS POPULACIONAIS
No Sub-sector existem, apenas, 2 povoações, Cambamba e Quicunzo.
A 1ª. é sede do Posto Administrativo de Cambamba, Concelho de Quitexe e a segunda é sede do Posto Administrativo do Mucondo, Concelho de Nambuangongo. Existem Sanzalas em Mucondo e Hala habitadas, essencialmente por pessoal recuperado.
RECURSOS
Dadas as características específicas do solo e as condições meteorológicas que afectam, a economia da região tem feição exclusivamente agrícola e a sua exploração tem sido quase totalmente virada para o café.
INIMIGO
O IN, no Sub-sector é constituído por elementos das duas organizações:
- FNLA - que exerce a sua influência na quase totalidade da área.
- MPLA - cuja influência se exerce numa área que, genéricamente, se encontra compreendida entre o Rio Dange e o paralelo 8º 15`
Apesar da união acordada, em Dez/72, entre o MPLA e FNLA, a mesma, ainda não se efectivou neste Sub-sector consequência do facto de cada um deles pretender dominar o outro, obstáculo suficientemente forte, para impedir qualquer entendimento entre ambos.
NOSSAS TROPAS
Após a chegada da Unidade e Sub-Unidades aos seus destinos, entraram os mesmo sem sobreposição com as forças da Unidade rendidas, já reduzida a 50% em virtude da rotação, afim de se integrarem na actividade operacional e vida logística das respectivas "ZA".
O Comando do Batalhão e Sub Unidades iniciara logo no dia seguinte à chegada, toda a actividade respeitante à rendição.
A Unidade assumiu a responsabilidade do Sub-sector de Zemba em 16/08/1975, embora os 2ª C.Caç. e 3ª C.Caç. tenham terminado os trabalhos de rendição a 25/08/1974 e 26/08/1974 respectivamente.
MISSÃO
Após proclamação histórica dirigida à Nação pelo presidente da República missão FA Angola dirigida especialmente no sentido de garantir a segurança da população, ajudando-a com toda a dedicação para construir uma Angola nova em ambiente de paz e fraternidade. Referiu ainda que Angola deve orgulhar-se da acção das forças armadas e do auxilio na construção do seu futuro. Disse ainda, que as forças Armadas deverão demonstrar toda a coragem, disciplina e capacidade de forma a manter o seu prestígio tão duramente alcançado.
MODO de ACTUAR em FACE do TERRENO e do IN
Dentro do conceito estabelecido em função da missão dada, o modo de actuar visa, fundamentalmente, o patrulhamento intensivo da "ZA" com vista:
- ao contacto, com os guerrilheiros e população por eles controlada, que permita um esclarecimento que contribua para o cessar fogo geral.
- a que as NT mantenham a liberdade de acção em toda a zona e se desencoraje o In de exercer qualquer acção ofensiva sobre as NT ou populações por nós controladas.
- a reduzir a actividade do In às suas zonas de refúgio enquanto o mesmo não se apresente com intenções de facilitar um cessar fogo geral.
DISPOSITIVO
- O dispositivo do Batalhão e Sub-Unidades é o seguinte:
CMD e CCS / B.Caç. 5017 - Zemba
1ª C.Caç. - Mucondo
2ª C.Caç. - Cambamba
3ª C.Caç. - Zemba
Simultaneamente, com a mensagem confidencial 3852/OP de 16/10/74, do QG/RMA, teve-se conhecimento da determinação do CCFAA que desarticula a AMI que será substituída com sede em QUICABO e constituído pelos Sub-sectores de NAMBUANGONGO, QUICABO e STª. EULÁLIA.
Os movimentos correspondentes às determinações referidas tiveram início em 25/10/74 e ficaram concluídos em 30/11/74, pelo que o dispositivo nessa data passou a ser o seguinte:
CMD e CCS / B.Caç. 5017 - Stª. Eulália
1ª C.Caç. - Mucondo
2ª C.Caç. - Cambamba
3ª C.Caç. - Lifune - Tari
Pl. Mort. 4572/74 - Stª. Eulália
MORAL
O moral do pessoal é bom, podendo dizer-se que todos estão integrados na missão que compete à Unidade, na situação actual.
ACTUAÇÃO das NT
A actuação das NT incidiu especialmente em:
- patrulhar auto e apeados das ruas dos bairros do Sub-sector.
- ocupação de pontos sensíveis, nomeadamente instalações dos SMAE, no bairro do Marçal e Hospital de S. Paulo.
- contactos com as populações com vista à sua protecção contra roubos, saques, violações etc.
- fiscalização do cumprimento do recolher obrigatório.
- escolta de pessoas e viaturas que necessitem de se deslocar a bairros considerados inseguros.
- contacto com delegações e forças dos movimentos emancipalistas com vista à libertação de pessoas e viaturas detidas.
- impedir a permanência fora das delegações de elementos armados, mesmo militares dos movimentos, quer deslocando-se a pé, quer em
viaturas.
Em 17 Abril/75 iniciou-se a transferência de toda a Unidade para o R.I.20 que ficou concluída em 21 Abril /75.
Como a C.Caç. 4151 terminou, entretanto a sua comissão e regressou à Metrópole, o batalhão ficou todo instalado no R.I.20, com a CCS, 3 Companhias orgânicas e 1 de reforço, a 1ª BART. 6323.
Em 24 Junho/75, a 1ª BART. 6323, deixou de reforçar a Unidade, tendo sido substituída pela 1ª B.Caç. 4211, recém chegada da Metrópole.
REGRESSO do BATALHÃO à METRÓPOLE
No período foi recebida a informação do QG/RMA - 4ª. REP - TPST, que o Batalhão vai regressar; à Metrópole, por via aérea, embarcando as Sub-Unidades nas seguintes datas:
- CMD e CCS 24 de Setembro de 1975
- 1ª. C. Caçadores 28 de Setembro de 1975
- 2ª. C. Caçadores 29 de Setembro de 1975
- 3ª. C. Caçadores 30 de Setembro de 1975
SITUAÇÃO da POPULAÇÃO CIVIL
O Sub-sector à responsabilidade do Batalhão é dos mais povoados, existindo, não só elevado número de pretos e mestiços mas também brancos.
Depois das ondas de violência que se começaram a verificar nos bairros em que residiam, a população, não só branca, mas também mestiça e preta, começou a abandonar aqueles bairros e a concentrar-se na zona central na procura de maior segurança. Começaram os desalojados a surgir às centenas e a instalarem-se no aeroporto e no porto, onde permaneciam dia e noite para não perderem a oportunidade de aproveitar um lugar que lhes permitisse abandonar Angola, que muitos dos que partem ajudaram a construir, deixando o produto de vários anos de trabalho.
Estão a ser feitos esforços para que os elementos da população que a pretendam sejam evacuados antes da data da independência e como tal antes da retirada das Forças Armadas Portuguesas.